terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Ao longo da vida, o homem se depara inevitavelmente com revezes: fracassos profissionais, perdas afetivas, limites físicos, frustrações financeiras e conflitos internos. No entanto, para muitos homens, aceitar esses revezes não é apenas difícil — é vivido como uma ameaça direta à própria identidade.
Do ponto de vista psicológico, isso está fortemente ligado à forma como a masculinidade é construída socialmente. Desde cedo, muitos homens aprendem que precisam ser fortes, produtivos, autossuficientes e emocionalmente invulneráveis. Errar, perder ou demonstrar fragilidade passa a ser interpretado como fraqueza, e não como parte natural da experiência humana. Assim, quando a vida impõe limites, surge um conflito interno intenso entre o que se sente e o que se acredita que “deveria” sentir.
Essa dificuldade de aceitar os revezes costuma gerar mecanismos de defesa como a negação, a racionalização excessiva, a projeção da culpa nos outros ou o endurecimento emocional. Em vez de elaborar a frustração, muitos homens a transformam em raiva, isolamento, comportamentos de risco ou fuga por meio do trabalho excessivo, do álcool ou de outras compulsões. O sofrimento não desaparece — apenas muda de forma.
As consequências psicológicas podem ser significativas: ansiedade crônica, depressão silenciosa, sensação de vazio, baixa tolerância à frustração e dificuldade nos vínculos afetivos. Relações amorosas e familiares frequentemente são afetadas, pois a incapacidade de lidar com perdas e limites tende a gerar controle, rigidez ou afastamento emocional.
A psicologia aponta que aceitar os revezes da vida não significa resignação ou passividade, mas sim maturidade psíquica. Trata-se de reconhecer que nem tudo está sob controle, que falhar não define o valor pessoal e que a vulnerabilidade é um componente essencial do desenvolvimento emocional. Quando o homem consegue simbolizar suas perdas — falando sobre elas, elaborando o luto e ressignificando a experiência — ele amplia sua capacidade de adaptação e crescimento.

SANDRO CÉSAR ROBERTO 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Compulsão Sexual

Compulsão sexual: quando o prazer deixa de ser escolha

Na psicologia, a compulsão sexual não está relacionada à intensidade do desejo, mas à perda de controle sobre pensamentos e comportamentos sexuais. Ela costuma surgir como uma tentativa inconsciente de aliviar ansiedade, estresse, solidão ou sentimentos de vazio emocional. Nesses casos, o comportamento sexual passa a funcionar como um regulador emocional imediato.
O alívio e o prazer momentâneos podem ser interpretados como benefícios, pois há redução temporária da tensão psíquica. No entanto, esse efeito é breve e não resolve o conflito emocional que está na origem do comportamento. Com o tempo, o ciclo se repete e tende a se intensificar, trazendo consequências como culpa, vergonha, queda da autoestima e prejuízos nas relações afetivas, sociais e profissionais.
É essencial diferenciar sexualidade saudável de comportamento sexual compulsivo. A sexualidade saudável envolve escolha consciente, prazer integrado, respeito aos próprios limites e ao outro. Já a compulsão é marcada pela urgência, pela repetição automática e pela dificuldade de interromper o comportamento, mesmo diante de impactos negativos claros.
O acompanhamento psicológico não tem como objetivo reprimir a sexualidade, mas compreender a função emocional que esse comportamento exerce. Ao desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções e frustrações, a pessoa pode reconstruir uma relação mais equilibrada, consciente e saudável com o próprio desejo.

Sandro César Roberto



Compulsão entre Jovens


Quando estímulos fáceis substituem a vida real
O uso frequente de cigarro, narguilé, bebidas com energético e pornografia cria um ambiente de estímulos rápidos que afetam o cérebro jovem. Em vez de flertar, paquerar e construir vínculos reais, muitos passam a buscar prazer solitário e imediato.
A masturbação não é o problema, mas quando se torna compulsiva — várias vezes ao dia, associada a conteúdos pagos ou pornográficos — ela pode indicar fuga emocional, ansiedade e perda de interesse por relações reais.
O prejuízo maior é emocional: isolamento, queda da autoestima e dificuldade de criar intimidade. Sexualidade saudável envolve escolha, presença e troca — não urgência e repetição automática.

Sandro César Roberto

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

INSIGHTA


✨ Você não precisa de mais informação.
Precisa do insight certo.
O Insigtha nasceu para quem sente que pode pensar melhor, decidir melhor e viver com mais clareza.

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Menos ruído. Mais consciência.
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👉 Insigtha — o insight que muda tudo.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Que venha o próximo ano




Que o novo ano chegue sem máscaras, trazendo coragem para encerrar ciclos que ferem, sabedoria para manter o que fortalece e fé para recomeçar quantas vezes for necessário.
Que cada dia seja um convite à verdade, ao respeito e ao amor — começando dentro de nós.
Que as dores vividas se transformem em aprendizado,
as quedas em maturidade,
e os sonhos em propósito.
Que não nos falte humanidade,
que não nos sobre medo,
e que jamais percamos a capacidade de sentir, cuidar e evoluir.
Um novo ano não muda tudo por si só,
mas pode mudar tudo quando mudamos por dentro.
✨ Feliz Ano Novo. Que ele seja real, consciente e transformador. ✨

Sandro César Roberto 


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

QUANDO AS MÁSCARAS CAEM


Quando as Máscaras Caem | Relações, Violência e Padrões Comportamentais
A violência nas relações entre homem e mulher raramente começa com agressões explícitas.
Ela se inicia, quase sempre, por máscaras emocionais, comportamentos aprendidos, silêncios, controle disfarçado de cuidado e padrões repetidos que atravessam gerações.
A palestra “Quando as Máscaras Caem” propõe um olhar direto e consciente sobre as dinâmicas relacionais que sustentam relações adoecidas, abusivas ou violentas — físicas, psicológicas, morais ou emocionais.
O conteúdo conduz o público a compreender:
Como padrões comportamentais são construídos nas relações afetivas
O papel das máscaras sociais e emocionais no ciclo da violência
Por que homens e mulheres reproduzem comportamentos destrutivos, muitas vezes sem perceber
Os sinais de alerta antes que a violência se instale
O momento em que a máscara cai — e a verdade do comportamento aparece
O E-book complementar aprofunda essas reflexões, oferecendo base teórica, exemplos reais e direcionamento prático para identificação, prevenção e ruptura de ciclos de violência relacional.
Não se trata de apontar culpados, mas de gerar consciência, responsabilidade emocional e mudança de comportamento.
Essa integração entre palestra e E-book transforma informação em ferramenta de prevenção, educação emocional e proteção de vidas.
👉 Indicado para empresas, instituições públicas, escolas, universidades, eventos sociais e programas de prevenção à violência doméstica e relacional.


🎓 Crédito / Autoria
Palestra e E-book desenvolvidos por Sandro
Psicanalista | Palestrante | Especialista em Comportamento Humano
Atuação focada em relações afetivas, violência relacional, padrões comportamentais e consciência emocional.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Compulsão e Frigidez


Compulsão sexual e frigidez entre casais: fatores e consequências na luz da psicologia

A vida íntima de um casal é um espaço onde necessidades emocionais, expectativas e vulnerabilidades se encontram. Quando surge a compulsão sexual ou, no extremo oposto, a frigidez, essas diferenças podem gerar conflitos profundos, afetando não apenas o relacionamento, mas também a autoestima e a saúde mental de cada parceiro.

A compulsão sexual se caracteriza pela busca constante e descontrolada por atividade sexual, muitas vezes usada como fuga emocional. Fatores como ansiedade, baixa autoestima, histórico de abandono, traumas emocionais ou até modelos distorcidos de afeto aprendidos na infância podem alimentar esse comportamento. A pessoa passa a confundir conexão com descarga, desejo com validação, e sexo se torna um anestésico temporário para dores psíquicas não enfrentadas.

Já a frigidez — ou a redução significativa do desejo e da resposta sexual — pode nascer de causas múltiplas: desgaste emocional, estresse, depressão, inseguranças sobre o corpo, conflitos mal resolvidos no relacionamento, traumas antigos ou até mesmo a rotina desgastada que sufoca o afeto. Quando o corpo e a mente se desconectam, o prazer deixa de ser natural e passa a ser uma cobrança silenciosa.

Esses dois polos podem coexistir dentro de uma mesma relação. Um parceiro busca sexo para aliviar angústias; o outro se fecha por se sentir pressionado, insuficiente ou emocionalmente distante. Surge um ciclo: quanto mais um exige, mais o outro se retrai — e quanto mais o outro se retrai, mais o primeiro intensifica sua compulsão. Nesse ponto, o sexo deixa de ser linguagem de afeto e vira campo de batalha emocional.

As consequências psicológicas costumam ser profundas: sentimento de inadequação, culpa, frustração, afastamento físico e emocional, e a crença de que o relacionamento está “falhando”. Em casos mais graves, surgem comportamentos de autoexigência extrema, isolamento ou até busca externa de validação afetiva.

Na perspectiva terapêutica, é fundamental compreender que ambos os extremos são sintomas, e não defeitos pessoais. A cura começa com diálogo seguro, acolhimento das vulnerabilidades e, quando necessário, acompanhamento psicológico. O objetivo é restaurar a conexão emocional, fortalecer a comunicação e devolver ao casal a possibilidade de viver uma sexualidade saudável, respeitosa e integrada.

O corpo fala, mas a mente grita. E quando o casal aprende a ouvir ambos, o vínculo se reconstrói com maturidade e verdade.

Ao longo da vida, o homem se depara inevitavelmente com revezes: fracassos profissionais, perdas afetivas, limites físicos, frus...