terça-feira, 28 de julho de 2026

Farmar Aura?




Farmar Aura: quando a identidade é substituída pela plateia

Existe algo inquietante por trás da moda de "farmar aura". Não estamos falando apenas de uma gíria da internet, mas do retrato de uma geração que, em muitos casos, parece medir o próprio valor pela reação dos outros.

A Psicologia há muito nos alerta: quem depende constantemente da validação externa entrega ao outro o controle da própria identidade. Quando a aprovação se torna uma necessidade, a autenticidade começa a morrer.

Vivemos uma época em que muitos preferem parecer interessantes a serem verdadeiros. Não importa quem são quando estão sozinhos; importa quantas pessoas admiram a personagem que construíram.

Cada atitude deixa de ser espontânea e passa a ser calculada. Cada gesto procura aplausos. Cada desafio busca status. Cada vídeo tenta comprar alguns segundos de admiração. A vida deixa de ser vivida para ser exibida.

O problema não é a brincadeira. O problema é quando o sujeito passa a existir apenas enquanto é observado. Quando o silêncio incomoda mais do que a mentira. Quando a aparência vale mais que o caráter.

Sob a ótica psicológica, a necessidade compulsiva de impressionar pode revelar um vazio que nenhuma curtida consegue preencher. Quanto maior a dependência do olhar do outro, menor tende a ser o contato com a própria identidade.

Paradoxalmente, quem mais tenta provar que possui "aura" talvez seja quem ainda não encontrou segurança suficiente para simplesmente ser quem é.

A verdadeira força não precisa de plateia. A verdadeira autoestima não precisa ser filmada. O verdadeiro caráter não depende de tendências, memes ou da aprovação de desconhecidos.

Talvez a pergunta mais importante não seja: "Quanto de aura você conseguiu farmar?"

Mas sim:

Quem você continua sendo quando ninguém está olhando?

Sandro César Roberto 

https://chat.whatsapp.com/HL6tS1mVuR88ItYI3AqeAf?s=cl&p=a&ilr=4


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Visões,Déjà vus

Visões, Déjà Vu e Flashes Psíquicos: um olhar da Psicanálise

Ao longo da vida, muitas pessoas relatam experiências como visões, déjà vu, fortes intuições ou imagens mentais que parecem surgir do nada. Para alguns, esses episódios despertam curiosidade; para outros, causam medo, angústia e a sensação de que algo está errado.

A Psicanálise não busca validar nem negar explicações sobrenaturais. Seu interesse está em compreender o significado dessas experiências na história psíquica de cada indivíduo.

O déjà vu, por exemplo, pode ser entendido como uma sensação de familiaridade produzida por processos inconscientes. Em determinados momentos, conteúdos reprimidos encontram uma forma de se manifestar, produzindo a impressão de que uma situação já foi vivida, ainda que racionalmente saibamos que não.

As chamadas "visões" ou imagens repentinas podem representar manifestações simbólicas do inconsciente. Medos, desejos, conflitos, traumas e lembranças recalcadas podem emergir por meio de imagens, sonhos, fantasias ou pensamentos intensos. O inconsciente não se comunica pela lógica da razão, mas pela linguagem dos símbolos.

Também existem os chamados flashes psíquicos: momentos em que uma associação inconsciente ocorre de forma tão rápida que é percebida como uma certeza ou uma intuição. A mente estabelece conexões invisíveis à consciência, produzindo uma compreensão súbita que, muitas vezes, surpreende o próprio sujeito.

Entretanto, a Psicanálise também alerta para um aspecto essencial: quando essas experiências passam a dominar a vida da pessoa, provocam intenso sofrimento, perda da crítica da realidade ou prejuízo no funcionamento social e emocional, torna-se indispensável uma avaliação clínica cuidadosa. O objetivo não é rotular, mas compreender o fenômeno em sua totalidade.

O medo costuma nascer quando tentamos explicar imediatamente aquilo que ainda não compreendemos. A escuta psicanalítica convida o sujeito a fazer o caminho inverso: investigar, simbolizar e dar sentido ao que emerge do inconsciente.

Na Psicanálise, a pergunta nunca é apenas "o que aconteceu?", mas principalmente: "o que essa experiência quer dizer para este sujeito, neste momento de sua história?". Muitas vezes, a resposta não está no fenômeno em si, mas na narrativa de vida, nos afetos e nos conflitos que o acompanham.

A mente humana permanece um território de profundidade e mistério. E, para a Psicanálise, todo fenômeno psíquico merece ser escutado com respeito, sem reducionismos, mas também sem conclusões precipitadas.

Participe do nosso grupo de estudos e reflexões em Psicanálise no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/HL6tS1mVuR88ItYI3AqeAf?s=cl&p=a&ilr=4

Sandro César Roberto
Psicanalista



domingo, 26 de julho de 2026

EMPRESA NÃO É SUA FAMÍLIA


https://insighta-7112124c.base44.app


Quando uma empresa diz: "Aqui somos uma família", vale uma reflexão.

A demissão é uma das experiências mais impactantes da vida adulta. Em poucos minutos, anos de dedicação, horas extras, metas cumpridas e sacrifícios pessoais podem ser encerrados por uma única decisão.

O impacto não é apenas financeiro. A autoestima é atingida, a identidade profissional é questionada e muitas pessoas passam a duvidar do próprio valor. Na psicologia, esse processo pode ser vivido como um luto, exigindo tempo para reconstruir a confiança e reencontrar um novo caminho.

É nesse momento que a frase "somos uma família" revela seus limites. Um bom ambiente de trabalho é importante, mas empresa e família não são a mesma coisa. A relação de trabalho é baseada em objetivos organizacionais e pode terminar quando esses objetivos mudam.

Isso não diminui a importância do comprometimento. Significa apenas que dedicação não deve custar sua saúde mental, seus relacionamentos ou sua própria identidade.

Trabalhe com excelência. Seja ético. Vista a camisa enquanto ela fizer sentido. Mas nunca entregue sua essência a um crachá.

Seu cargo pode ser substituído. Seu valor como ser humano, não.

Sandro César Roberto 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Antagonismo !


Homem x Mulher: quando o sentimento derrota a razão

O antagonismo entre homens e mulheres não nasce das diferenças biológicas, mas da dificuldade de administrar emoções intensas. Quando o sentimento assume o controle e a razão é silenciada, o amor pode transformar-se em obsessão, o ciúme em vigilância, a frustração em agressividade e a rejeição em desejo de vingança.

Na psicologia, emoções são fundamentais para a vida. O problema surge quando deixam de ser reguladas e passam a comandar decisões. Nesse estado, a pessoa interpreta a realidade de forma distorcida, impulsiva e, muitas vezes, irreversível.

É nesse terreno que surgem discussões destrutivas, separações traumáticas, violência psicológica, agressões físicas e até crimes passionais. Em poucos minutos de descontrole, vidas podem ser destruídas, famílias desfeitas e arrependimentos podem durar uma existência inteira.

O verdadeiro desafio não é vencer o outro, mas vencer a si mesmo. Inteligência emocional não significa deixar de sentir, mas impedir que a emoção decida aquilo que a consciência deveria conduzir.

Quem aprende a dominar a própria mente transforma conflitos em diálogo, dor em aprendizado e diferenças em crescimento. Afinal, a maior vitória de um ser humano nunca foi sobre outra pessoa, mas sobre os próprios impulsos.


Sandro César Roberto 

sábado, 11 de julho de 2026

Construção da Mente Perigosa


🧠 EM BREVE — LANÇAMENTO E DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
📘 “A Construção da Mente Criminosa”
Um estudo sobre os fatores que podem influenciar o comportamento humano e os caminhos que levam algumas pessoas a escolhas destrutivas.
Uma análise que envolve psicanálise, criminologia, neurociência, personalidade, traumas, ambiente e comportamento humano.
Esta obra não tem como objetivo justificar o crime, mas sim compreender os fatores que podem formar determinados padrões de comportamento, refletir sobre prevenção e buscar caminhos de transformação.
📖 Em breve, estarei disponibilizando gratuitamente o e-book para todos que desejarem participar dessa reflexão.
📲 Quer receber o e-book gratuitamente? Entre no grupo oficial do WhatsApp do lançamento:

🔗 https://chat.whatsapp.com/HL6tS1mVuR88ItYI3AqeAf?s=cl&p=a&ilr=4⁠�

Será um espaço de conhecimento, diálogo e reflexão sobre a mente humana e seus desafios.
🧠 Conhecer a mente é o primeiro passo para transformar realidades.

Sandro César Roberto
Psicanalista / Cinegrafista

📘 A Construção da Mente Criminosa

Autodefesa contra os vícios


Na luz da psicologia, os recursos que temos na autodefesa diante das dependências químicas (álcool, fumo e outras substâncias) estão ligados principalmente à consciência, ao autocontrole, aos mecanismos de enfrentamento e à capacidade de ressignificar comportamentos.
O ser humano possui recursos internos como a percepção de si mesmo, que permite reconhecer gatilhos emocionais, traumas, medos ou situações que levam ao uso da substância. A força de vontade isolada nem sempre é suficiente, pois a dependência envolve alterações no sistema de recompensa do cérebro e padrões psicológicos construídos ao longo do tempo.
A psicologia trabalha com o fortalecimento de ferramentas como:
Autoconhecimento: compreender o que a substância representa na vida do indivíduo.
Regulação emocional: aprender a lidar com ansiedade, frustrações e dores sem recorrer ao uso.
Reestruturação de pensamentos: modificar crenças como “eu preciso disso para relaxar” ou “não consigo viver sem”.
Rede de apoio: vínculos saudáveis que diminuem o isolamento.
Construção de novos hábitos e identidade: substituir o comportamento dependente por escolhas que tragam sentido e pertencimento.
A autodefesa psicológica não significa lutar contra si mesmo, mas desenvolver uma nova relação consigo, onde a pessoa recupera gradualmente sua autonomia e capacidade de escolha. A dependência deixa de ser vista apenas como um vício e passa a ser compreendida como um processo complexo que envolve corpo, mente, história de vida e relações.

Sandro César Roberto 

Participe do grupo de whatsapp:

https://chat.whatsapp.com/HL6tS1mVuR88ItYI3AqeAf?s=cl&p=a&ilr=4

domingo, 10 de maio de 2026

"Mãe"


Mãe…
é o único amor que consegue ser abrigo mesmo quando o mundo inteiro vira tempestade.
Ela sente antes da gente falar,
perdoa antes da gente pedir,
e continua acreditando em nós até quando nós mesmos duvidamos.
Ser mãe é carregar no peito uma força silenciosa.
É vencer o cansaço sorrindo, esconder lágrimas para proteger os filhos e transformar pequenos gestos em memórias eternas.
Nenhum presente no mundo paga um colo que cura,
um conselho dado na hora certa,
ou aquela frase simples:
“Vai dar tudo certo, meu filho.”
Hoje não é apenas uma data.
É um lembrete de que existem mulheres que dedicam a própria vida para ver outras vidas florescerem.
Feliz Dia das Mães para aquelas que são luz, proteção, coragem e amor em sua forma mais pura.
Que Deus honre cada oração silenciosa, cada noite sem dormir e cada batalha vencida em segredo.
Mãe…
o coração da casa,
a força da família
e o amor mais próximo que existe de um milagre. ❤️

Farmar Aura?

Farmar Aura: quando a identidade é substituída pela plateia Existe algo inquietante por trás da moda de "farmar aura"....