Caminhos do Inconsciente
Caminhos do Inconsciente: Um espaço para explorar os mistérios da mente humana, desvendar emoções e descobrir a força transformadora da psicanálise. Aqui, cada reflexão é um passo rumo ao autoconhecimento e à liberdade interior.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
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" ECONOMIA DO NORDESTE QUE NINGUÉM PÕE NO CARTÃO"
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Euphoria !
Euforia: quando a emoção nos impulsiona — e quando pode nos levar ao excesso?
A euforia faz parte da experiência humana. Ela aparece quando sentimos uma alegria intensa, uma conquista, uma vitória ou uma expectativa muito positiva. Pode acontecer no futebol, na política, diante de um emprego novo, de uma promoção, de um relacionamento ou de qualquer situação que desperte grande entusiasmo.
Na luz da Psicanálise, não precisamos enxergar a euforia como algo positivo ou negativo em si. Precisamos observar o que fazemos com ela e até onde ela nos leva.
Entre seus benefícios, a euforia pode aumentar a disposição, a criatividade, a motivação, a esperança e a capacidade de enfrentar desafios. Uma vitória pode renovar nossas forças. Um emprego novo pode despertar confiança. Uma conquista política pode trazer esperança de mudança.
Mas existe também o outro lado.
Quando a emoção se torna intensa demais, podemos perder temporariamente a capacidade de avaliar a realidade com equilíbrio. No futebol, a paixão pode transformar comemoração em provocação e rivalidade em agressividade. Na política, o entusiasmo pode fazer com que uma pessoa idealize excessivamente um líder ou grupo e deixe de enxergar seus erros. No trabalho, a empolgação inicial pode criar expectativas irreais e levar a decisões precipitadas.
Existe ainda um fenômeno importante: quanto maior a expectativa criada pela euforia, maior pode ser a frustração quando a realidade não corresponde ao que imaginávamos.
A Psicanálise nos convida justamente a olhar para aquilo que existe por trás da emoção.
O que estou realmente comemorando? O que essa conquista representa para mim? Por que preciso tanto que isso dê certo? O que acontece comigo quando a euforia passa?
Talvez a questão não seja controlar a euforia, mas não permitir que ela nos controle.
A emoção pode ser combustível para a vida. Porém, quando o entusiasmo elimina a reflexão, podemos confundir desejo com realidade, esperança com certeza e paixão com verdade.
Sentir intensamente faz parte da vida. Pensar sobre aquilo que sentimos é uma forma de não sermos escravos das nossas próprias emoções.
— Sandro César Roberto
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Quando o Personagem Continua Depois do Palco
Quando Cristo deixa o roteiro: a Psicanálise explica por que alguns papéis transformam quem os interpreta
Há personagens que rendem fama. Outros rendem prêmios. Mas existem aqueles que atravessam o ego e alcançam regiões da psique que o próprio ator desconhecia.
Interpretar Jesus Cristo talvez seja o maior deles.
Na Psicanálise, compreendemos que o ser humano não interpreta apenas um personagem; ele estabelece com ele um processo de identificação. O ator empresta seu corpo, sua voz e suas emoções, mas também entrega, ainda que inconscientemente, partes de sua própria história. Quanto mais intensa essa identificação, maior a possibilidade de o papel produzir efeitos que ultrapassam o set de filmagem.
Cristo não é um personagem comum. Ele representa um dos símbolos mais poderosos da humanidade. Amor incondicional, sofrimento, compaixão, renúncia, injustiça, perdão e entrega absoluta convivem em uma única figura. Permanecer meses mergulhado nesse universo emocional significa submeter a própria mente a um processo contínuo de reflexão e confronto interno.
Freud demonstrou que o inconsciente continua trabalhando mesmo quando acreditamos estar apenas representando. Jung compreendeu a figura de Cristo como um arquétipo de transformação, capaz de mobilizar conteúdos profundos da personalidade. Lacan mostrou que o sujeito é constituído pelos símbolos que o atravessam. Sob essa perspectiva, representar Cristo não é simplesmente atuar; é permitir que um símbolo universal dialogue com a própria identidade.
Não surpreende, portanto, que alguns atores tenham relatado mudanças importantes após essa experiência.
Robert Powell carregou durante décadas a imagem de Cristo diante do público. Sua interpretação foi tão marcante que muitos espectadores passaram a associar sua própria identidade ao personagem. O papel tornou-se maior que o ator.
Jim Caviezel relatou que a experiência modificou profundamente sua vida. Além das exigências físicas e emocionais das filmagens, afirmou que passou a enxergar sua missão artística e pessoal de outra maneira, mesmo diante de dificuldades em sua carreira.
Jonathan Roumie descreve que interpretar Jesus fortaleceu sua espiritualidade e redefiniu suas prioridades, levando-o a compreender sua profissão como um serviço, e não apenas como entretenimento.
Cada história é única. A Psicanálise não afirma que interpretar Cristo transforma inevitavelmente uma pessoa. O que ela sugere é que experiências de intensa carga simbólica podem reorganizar o modo como alguém percebe a si mesmo, seus valores e seu propósito.
Mas essa reflexão não pertence apenas aos atores.
Todos nós desempenhamos papéis diariamente: pai, mãe, líder, funcionário, empresário, professor, terapeuta, amigo. Com o tempo, esses papéis também moldam nossa identidade. Repetimos comportamentos, assumimos responsabilidades e, muitas vezes, esquecemos onde termina a função e começa quem realmente somos.
É exatamente aí que nasce uma das maiores crises da vida adulta: viver tanto tempo representando aquilo que o mundo espera, que deixamos de ouvir aquilo que nossa própria consciência deseja.
Talvez seja por isso que a história desses atores desperte tanto interesse. Ela nos obriga a fazer uma pergunta incômoda:
Se um personagem foi capaz de transformar quem o interpretou, o que os papéis que representamos todos os dias estão fazendo conosco?
Talvez o maior palco nunca tenha sido o cinema.
Talvez seja a própria vida.
E talvez a mudança mais profunda não aconteça quando interpretamos Cristo, mas quando percebemos que, fora das câmeras, também somos chamados diariamente a escolher entre o ego, a máscara e a autenticidade.
Sandro César Roberto
Psicanalista – CNP 09/0628
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Mudanças
quarta-feira, 29 de julho de 2026
(Lide Cuiabá)
Hoje encerro este dia com o coração cheio de gratidão.
Participar de uma imersão em empreendedorismo foi muito mais do que adquirir conhecimento. Foi a oportunidade de ampliar horizontes, fortalecer ideias e compreender que empreender exige coragem, disciplina e constante aprendizado.
Também tive a honra de conhecer pessoalmente o jornalista Caio Coppolla e o professor Leandro Karnal, duas referências que, cada uma à sua maneira, inspiram pela capacidade de comunicar, provocar reflexões e compartilhar conhecimento.
Saio desta imersão ainda mais motivado a transformar projetos em realidade, levando comigo novos aprendizados, conexões e a certeza de que o crescimento começa quando decidimos sair da zona de conforto.
Gratidão a todos os envolvidos por esta experiência. Que seja apenas o início de uma jornada ainda maior.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Farmar Aura?
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