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sábado, 5 de abril de 2025



 O Poder que Transforma: Quando a Chefia se Torna Ditadura


A ascensão a cargos de liderança pode revelar aspectos inesperados da personalidade de um indivíduo. Muitas vezes, profissionais competentes e cordiais, ao serem promovidos a chefes, gerentes ou supervisores, apresentam uma mudança drástica de comportamento, tornando-se autoritários, intransigentes e, em casos extremos, verdadeiros ditadores organizacionais. Essa transformação pode ser analisada sob diversas lentes da Psicologia, especialmente no que se refere ao impacto do poder sobre o comportamento humano.

A Psicologia do Poder

O poder tem um efeito profundo sobre a psique. Estudos na Psicologia Social demonstram que, ao assumir posições de autoridade, algumas pessoas desenvolvem uma sensação de superioridade, passando a ver subordinados como meros instrumentos para atingir objetivos organizacionais. O fenômeno conhecido como "Síndrome do Pequeno Ditador" ocorre quando o indivíduo, ao conquistar um cargo de chefia, internaliza um modelo autoritário, muitas vezes inspirado em superiores anteriores, e passa a reproduzi-lo de maneira exacerbada.

A Teoria do Contágio do Poder, proposta por pesquisadores da Psicologia Organizacional, sugere que indivíduos que antes eram cooperativos podem mudar drasticamente ao perceberem que suas decisões não são mais questionadas. Esse efeito é intensificado em ambientes onde a cultura empresarial valoriza o controle rígido e a hierarquia inflexível

Fatores que Contribuem para o Comportamento Autoritário

1. Insegurança e Necessidade de Afirmação
Muitos novos líderes sentem a necessidade de se impor para ganhar respeito. O medo de parecerem fracos ou inexperientes pode levar à adoção de uma postura agressiva e controladora.

2. Identificação com o Opressor
A Teoria da Identificação com o Agressor, proposta por Freud, explica como pessoas que sofreram abusos de autoridade no passado tendem a reproduzi-los quando assumem posições de liderança. Assim, um funcionário que teve um chefe autoritário pode internalizar essa dinâmica e reproduzi-la ao assumir um cargo superior.

3. Falta de Inteligência Emocional
Liderar exige habilidades emocionais, como empatia, escuta ativa e autocontrole. Quando esses elementos estão ausentes, o líder tende a recorrer ao autoritarismo como forma de compensação para sua incapacidade de gerir pessoas de maneira equilibrada.

4. Cultura Organizacional Tóxica
Empresas que premiam resultados acima do bem-estar dos funcionários estimulam líderes a adotarem posturas despóticas, ignorando a humanização das relações no ambiente de trabalho.

Sandro César Roberto
Psicologo /Psicanalista 



terça-feira, 1 de abril de 2025


 A exposição excessiva dos jovens à internet é um fenômeno que marca a Geração Z, trazendo tanto benefícios quanto desafios significativos sob a ótica da psicologia.

Benefícios

A internet ampliou o acesso à informação e à educação, permitindo que os jovens desenvolvam habilidades cognitivas e sociais de forma acelerada. A conectividade facilita a troca de experiências culturais, fortalece redes de apoio emocional e possibilita o engajamento em causas sociais. Além disso, o ambiente digital favorece o empreendedorismo jovem, oferecendo novas oportunidades de aprendizado e trabalho.

Atrasos e Desafios

Por outro lado, o uso excessivo da internet pode prejudicar o desenvolvimento emocional e social dos jovens. A exposição constante a conteúdos filtrados nas redes sociais pode gerar comparações irreais, aumentando a ansiedade e reduzindo a autoestima. O tempo prolongado em ambientes virtuais também pode comprometer habilidades interpessoais, dificultando interações no mundo real. Do ponto de vista neuropsicológico, o excesso de estímulos pode afetar a capacidade de concentração e memória, impactando negativamente o aprendizado e a tomada de decisões.

Reflexão Psicológica

A psicologia destaca a importância do equilíbrio no uso da internet. Estratégias como a educação digital, o incentivo a interações presenciais e o desenvolvimento da autorregulação emocional são essenciais para que a Geração Z aproveite os benefícios do mundo digital sem comprometer seu bem-estar mental e social.

Sandro César Roberto
Psicologo/psicanalista

segunda-feira, 31 de março de 2025


 

 Dificuldade de Pessoas 50+ em Deslanchar nas Mídias Sociais: Um Olhar Psicológico

As mídias sociais se tornaram uma parte essencial da vida moderna, mas para muitas pessoas acima dos 50 anos, navegar por esse universo pode ser um verdadeiro desafio. Do ponto de vista psicológico, isso não se trata apenas de uma questão de habilidade técnica, mas também de adaptação cognitiva e emocional a um ambiente em constante transformação.

O cérebro humano tem uma incrível capacidade de aprendizado ao longo da vida, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. No entanto, conforme envelhecemos, nosso sistema cognitivo tende a privilegiar rotinas já consolidadas, tornando mais difícil a assimilação de novas tecnologias. Além disso, há o fator emocional: o medo de errar, a insegurança em um ambiente onde tudo parece intuitivo (para os mais jovens) e a comparação constante podem gerar resistência e frustração.

Outro aspecto psicológico relevante é a autoeficácia – a crença na própria capacidade de realizar tarefas. Muitas pessoas 50+ cresceram em um mundo analógico, onde telefone era apenas para ligações e “compartilhar” significava dividir um pedaço de bolo, não um post no Facebook. Esse salto tecnológico pode gerar uma sensação de inadequação, reforçando a crença de que “isso não é para mim”.

Mas a boa notícia é que aprender mídias sociais é possível em qualquer idade. A chave está na paciência, na repetição e no foco no aprendizado gradual. Além disso, o apoio de familiares e amigos pode ser um grande diferencial.

E como exemplo vivo dessa dificuldade, posso dizer que já passei pela frustração de tentar postar algo e acabar enviando um “bom dia” acidentalmente para todos os meus contatos, seguido de um emoji gigante que nem sei de onde saiu. Sem falar da vez em que tentei procurar um tutorial no Google e, sem querer, postei no status do WhatsApp: "Como excluir um post errado?". Foi um sucesso… de risadas.

No fim, o importante é não desistir. Se conseguimos aprender a programar o videocassete nos anos 90, certamente podemos dominar o Instagram em 2025!

Sandro César Roberto
Psicologo/Psicanalista

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025


 

A busca crescente por adrenalina entre os jovens reflete um desejo de experimentar emoções intensas e romper com os limites do cotidiano. Atividades como esportes radicais, velocidade no trânsito e comportamentos de alto risco se tornaram formas de expressar liberdade e, muitas vezes, de desafiar o medo. Porém, essas escolhas podem trazer graves consequências, como acidentes, traumas físicos e emocionais, além de tragédias irreversíveis que impactam famílias inteiras.

Para as famílias que enfrentam a perda de um ente querido ou a recuperação de um jovem que sobreviveu a essas experiências, o apoio psicológico é fundamental. O luto, marcado por dor e sentimentos de culpa, pode desestruturar a dinâmica familiar e exigir uma reconstrução emocional. Da mesma forma, o jovem que sobrevive a um acidente muitas vezes carrega traumas profundos, como medo de situações similares, sensação de vulnerabilidade e dificuldades de retomada da rotina.

A psicologia desempenha um papel crucial nesse contexto, oferecendo suporte para lidar com o luto, acolher a dor e encontrar caminhos para ressignificar a perda. Para o acidentado, o acompanhamento psicológico ajuda a processar o trauma, superar medos e reconectar-se com a vida de maneira saudável e segura.

Além disso, é essencial promover a conscientização sobre os riscos associados a essas atividades e incentivar diálogos abertos entre jovens e suas famílias. A prevenção, combinada com o suporte psicológico, pode salvar vidas e reduzir o impacto devastador dessas escolhas. Afinal, experimentar a vida em sua plenitude não precisa ser sinônimo de colocá-la em perigo.


Sandro César Roberto

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025


 

Tráfico Infantil: Uma Realidade Alarmante e Urgente!

O tráfico de crianças é um dos crimes mais graves e silenciosos que assolam o mundo, com impacto devastador sobre as vítimas e suas famílias. No Brasil, a situação é particularmente preocupante, com dados alarmantes que destacam a necessidade de ações imediatas para combater essa violação dos direitos humanos.

Estatísticas do Tráfico Infantil:

O Brasil é o segundo país no mundo em exploração sexual de crianças e adolescentes, com mais de 500 mil vítimas por ano, ficando atrás apenas da Tailândia.

Em 2023, houve um aumento de 77,1% nas denúncias de exploração sexual infantil na internet, totalizando 71.867 casos reportados, segundo dados oficiais.

Um levantamento identificou quase 10 mil pontos de alerta para exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras, com 640 locais críticos onde já foram registrados flagrantes.

Entre 2015 e 2021, foram registrados 202,9 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país, conforme o Ministério da Saúde.

Sandro César Roberto


Video/fonte,Monica Paulino Noticias. 

domingo, 26 de janeiro de 2025


 Orientando Nossas Filhas Contra os Excessos: Um Compromisso com o Equilíbrio e a Saúde Emocional

A criação de nossas filhas em um mundo cheio de informações e pressões externas exige uma abordagem consciente e equilibrada. O excesso pode surgir em diversas formas: exposição às redes sociais, consumo de informações irrelevantes, padrões de beleza inalcançáveis, ou mesmo a busca incessante por aprovação social. Orientá-las contra esses excessos é essencial para ajudá-las a construir uma identidade sólida e saudável.

Lembrando que nada, nenhuma lei, consequência , livra de uma agressão, tragédia, a prevenção sim ,assim como a identificação como a mudança comportamental em relação ao companheiro.

Sandro César Roberto

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025


A Falta de Leitura dos Jovens e os Impactos no Mercado de Trabalho e na Vida Pessoal

A leitura é uma das habilidades mais fundamentais para o desenvolvimento humano, tanto no âmbito profissional quanto pessoal. No entanto, observa-se que muitos jovens têm negligenciado a prática da leitura, seja por falta de incentivo, excesso de distrações tecnológicas ou ausência de interação literária em seus cursos. Esse cenário gera uma dependência crescente de ferramentas como a inteligência artificial (IA), o que pode ter consequências preocupantes.

A Falta de Leitura e o Ambiente Acadêmico

Muitos cursos de formação têm priorizado o uso de tecnologias e conteúdos prontos em vez de estimular a leitura crítica e reflexiva. Isso cria um ambiente acadêmico onde os jovens consomem informações de forma superficial, sem desenvolver habilidades analíticas e interpretativas. A ausência de um contato mais profundo com textos literários, científicos e filosóficos prejudica a formação de um pensamento crítico e autônomo.

Sandro César Roberto
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025


Vício em Jogos de Azar Virtuais: O Caso do "Jogo do Tigrinho" e Seus Impactos Psicológicos
O "jogo do tigrinho", um exemplo de jogo de azar virtual amplamente difundido, ilustra de forma preocupante como a busca por lucros rápidos e a manipulação psicológica podem aprisionar os indivíduos em um ciclo compulsivo. Esses jogos, projetados para parecerem inocentes e acessíveis, na realidade utilizam estratégias sofisticadas para explorar vulnerabilidades emocionais e comportamentais, levando muitos jogadores ao vício.
Na perspectiva psicológica, o "jogo do tigrinho" representa um sistema que estimula o cérebro por meio de recompensas intermitentes. Pequenos ganhos esporádicos mantêm o jogador engajado, reforçando a crença ilusória de que "o próximo giro" trará o grande prêmio. Essa técnica, conhecida como reforço variável, é uma das mais poderosas para gerar dependência, ativando o sistema de recompensa do cérebro e liberando dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer e à motivação.
A ambientação colorida e os sons envolventes do "jogo do tigrinho" criam um ambiente de euforia que mascara os riscos reais. Muitos jogadores relatam a sensação de estar "a um passo de ganhar", o que os incentiva a continuar apostando, mesmo quando enfrentam perdas financeiras significativas. Essa dinâmica pode levar ao chamado efeito chasing, no qual a pessoa joga compulsivamente para tentar recuperar o que perdeu, aprofundando ainda mais o ciclo vicioso.

 Sandro César Roberto

terça-feira, 21 de janeiro de 2025


 

A Força que Vem de Dentro


A cada dia é uma página em branco, uma nova oportunidade de escrevermos nossa história. Mas, com ela, vêm também os desafios, as incertezas, e às vezes, aquele peso invisível que insiste em nos testar.

Na psicologia, aprendemos que a resiliência não é apenas suportar o impacto da vida, mas transformá-lo. É o ato de abraçar nossas vulnerabilidades e perceber que elas não nos enfraquecem, mas nos humanizam. Quando enfrentamos as dificuldades com autocompaixão, damos espaço para o crescimento emocional, fortalecendo nossa capacidade de adaptação.

A mente é como um músculo: quanto mais a desafiamos com equilíbrio e reflexão, mais forte ela se torna. Essa semana, que tal parar por alguns minutos para ouvir suas emoções? Reorganizar seus pensamentos? Lembre-se: as adversidades não definem quem você é, mas como você responde a elas pode revelar o seu melhor.

Respire fundo, confie no processo e permita-se florescer, mesmo em meio às tempestades.

Sandro César Roberto

sábado, 15 de outubro de 2022

sábado, 7 de maio de 2022

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

VADIAGEM OU TRANSTORNO


 Os transtornos de personalidade considerado dissocial são um conjunto, considerando a personalidade amoral, antissocial, associal, psicopática e sociopática. Possuem comportamentos comuns e outros característicos do quadro. A relação entre eles se dá ao fato de haver desvio considerável de comportamento em relação as normas sociais estabelecidas pela sociedade. Mesmo havendo experiências adversas e punitivas o comportamento não é alterado. Em alguns dos quadros pode haver baixa tolerância a frustração, ideação violenta silenciosa, agressividade em atos planejados com tendência em culpar terceiros. Há um conflito com a sociedade, o que gera uma austeridade social. Dois dos que geram mais interesse das pessoas e que mantém relação com ações criminais são a sociopatia e psicopatia.

(pebmed.com.br texto)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

AUMENTO DA VIOLÊNCIA DURANTE A QUARENTENA


O investigador particular Sandro Roberto cita alguns dos fatores do aumento da violência contra mulheres e os abusos contra crianças nessa fase de quarentena que foi em 2020 suas consequências e fatos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

VIOLÊNCIA URBANA


 Os efeitos negativos da violência e criminalidade urbana na contemporaneidade assim como suas implicações para o restabelecimento da ordem social, tem como vista a desenvolver um campo de referência para o estudo de políticas públicas da segurança demandadas pela sociedade, mas será ? quantas e quantas vezes assistimos de camarote essa novela que nunca acaba, será FALTA DE SERIEDADE OU EXCESSO DE CONVENIÊNCIA.

Sandro César Roberto


quarta-feira, 2 de dezembro de 2020


 Podemos dizer que assédio moral é a agressão feita por uma determinada pessoa em relação a outra que, por ser repetitiva várias vezes, acaba por ferir o bem estar da pessoa agredida, atingindo seu bem estar físico ou psíquico. Tal situação pode ser externada através de um gesto, uma palavra ou atitude, causando vergonha e humilhação aquele que sofre o assédio.(Direito net).

Há de se elaborar politicas que venham a proteger funcionários públicos e privados desse mal que tem aumentado em todo mundo junto com o assédio sexual, o assédio moral requer auxilio psicológico de um profissional pois muitas vezes danos irreparáveis podem acontecer caso não tenha  acompanhamento correto.


Sandro Cesar Roberto

terça-feira, 11 de agosto de 2020

"SIMPLESMENTE MULHER"


Dra. Sarah Gilbert PhD professora da Universidade de Oxford, é quase certo que ganhará o Prêmio Nobel de medicina por ser a cientista que descobriu a vacina contra a COVID-19. Um dado importante da segurança do seu achado é que quando ela achou que tinha conseguido a vacina não hesitou em experimentá-la nas primeiras 5 pessoas e dentro delas selecionou e injetou em seus 3 filhos trigêmeos, demonstrando o valor do conhecimento científico. Garantiu que a vacina circulará pelo mundo em setembro de 2020.

PARABÉNS A ESSA MULHER!

SANDRO CÉSAR ROBERTO

olharpericial.blogspot.com

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